Os especialistas em engenharia da alimentação afirmam que ninguém deverá morrer ao comer artigos que ultrapassaram curtos prazos de validade.
Tal prazo, nos alimentos, impresso obrigatoriamente nas embalagens, é definido por uma estimativa de tempo, em testes de “vida na prateleira”, elaborados pelo próprio fabricante. A engenheira de alimentos Eliana Relvas, consultora que presta serviços para grandes supermercados e distribuidoras alimentares, sustenta que ”um produto até pode estar adequado para consumo depois de ultrapassado” o seu prazo de validade. Porém, acrescenta, começam a perder as características originais - sabor, cor e odor - e dá dicas:
1) Adquirir embalagens menores; 2) fazer compras a cada 15 dias; 3) Farináceos, grãos, pós ou café são mais resistentes ao tempo (mas têm validade); 4) Sacas de café que podem ficar até 20 anos armezadas (pelo Governo Federal), não se estragam, mas o produto é misturado com grãos mais novos, para ter mais (alguma) qualidade; 5) Guardar os alimentos de forma correcta ajuda o prazo de validade a permanecer seguro; 6) Perecíveis devem ir para o frigorífico; 7) Produtos com menor quantidade de água e gordura na composição podem ir para o armário, em embalagens próprias ou caixas herméticas. Eis alguns exemplos de períodos seguros:
Farináceos - 6 a 12 meses; Produtos em embalagem longa-vida - 3 a 12 meses; Enlatados - 12 a 24 meses; Alimentos à base de margarina - 8 meses/depois de abertos 10 dias; Iogurte fechado - 1 mês/ depois de aberto 5 dias; Requeijão - 2 meses/depois de aberto 8 dias).
Fonte: Folha Online