Duas organizações não governamentais da Extremadura espanhola, que se opõem ao projecto de construção de uma refinaria de petróleo na província de Badajoz, na bacia do Guadiana, querem a ajuda aos ambientalistas portugueses no sentido de travar aquele projecto, que consideram ambientalmente muito prejudicial. Em declarações ao PÚBLICO o ambientalista estremenho Miguel Manzaneda alertou para os perigos da refinação do petróleo que “exige lavar o produto inicial para lhe retirar os sais misturados com o carburante bruto”. Isso não está garantido da parte do promotor do projecto, referiu. A qualidade da água do Guadiana, prejudicada pelos efeitos da seca e de não cumprimento de caudais mínimos, é de “Classe E”, ou seja, “extremamente poluída” argumentam os ambientalistas espanhós e portugueses entrevistados pelo jornal. A actual qualidade da água já não permite o uso para banhos nem rega. O sal nas águas residuais da refinaria contribuiria para a degradação dos solos na região afectada. Vários autarcas alentejanos temem também o efeito da instalação sobre a qualidade da água da albufeira de Alqueva e do ar na região.
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